Bíblia do Caminho Testamento Xavieriano

Paz — Emmanuel


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Paciência e serviço n

Paciência não é inatividade.

Será um estado de compreensão, já que não dispomos de palavras [exatas] para defini-la. Compreensão com espírito de serviço, capaz de aceitar as dificuldades da existência, com o dever de cooperar para que desapareçam.

A vida nos propõe variados desafios, com a finalidade de descobrir as nossas qualidades potenciais e desenvolvê-las para que venhamos a realizar o melhor [de nós mesmos], em benefício dos outros. Isso ocorre porque auxiliar aos que nos compartilhem da estrada é sempre angariar apoio a nós mesmos.

“Tenhamos paciência”: duas palavras que não nos indicam a indiferença, e sim, nos procuram o ânimo para colaborar sem alarde na extinção dos tropeços com que sejamos defrontados.

Se te encontras à frente de provações inevitáveis, aceita-as por amor a ti mesmo, a fim de que não se ampliem em detrimento de tua própria paz.

Quanto se te faça possível, não te revoltes, nem te encolerizes, ante os entraves do caminho.

O parente difícil, a doença em família ou no próprio corpo, o prejuízo inesperado, a pessoa querida que se afasta de nós, a incompreensão alheia ou o trabalho dobrado, são testes para a superação dos limites espirituais em que estejamos vivendo.

Segue na estrada que a vida te traçou, sem marginalizar-te em desânimo ou rebeldia.

[Mantenhamos, sobretudo, a certeza de que] a paciência não é almofada para que nos entreguemos ao sono da inércia, e sim, uma escora segura para que aprendamos a caminhar.


.Emmanuel



[1] O conteúdo acima, diferindo bastante nas palavras marcadas e [entre colchetes], foi psicografado em 11/02/1983; o manuscrito da mensagem original encontra-se sob a custódia do Dr. Eurípedes Higino, filho adotivo do Chico.


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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